Alimentação um direito inviolável
16 de outubro- Foi o Dia Mundial da Alimentação
“Toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direito à segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência fora de seu controle.” (Artigo XXV / Declaração Universal Dos Direitos Humanos)
Estatísticas da Fome
Há 800 milhões de pessoas desnutridas no mundo, um bilhão de pessoas passando fome, 30 mil crianças morrem de fome a cada dia, 15 milhões a cada ano, um terço das crianças dos países em desenvolvimento apresentam atraso no crescimento físico e intelectual, 1,3 bilhão de pessoas no mundo não dispõe de água potável, 40% das mulheres dos países em desenvolvimento são anêmicas e encontram-se abaixo do peso. Uma pessoa a cada sete padece fome no mundo. A cada dia 275 mil pessoas começam a passar fome ao redor do mundo.
O Brasil é o 9º país com o maior numero de pessoas com fome, tem 15 milhões de crianças desnutridas. 45% de suas crianças, menores de cinco anos sofrem de anemia crônica. O Brasil é o 5º país do mundo em extensão territorial, ocupando metade da área do continente sul-americano. Há cerca de 20 anos, aumentaram o fornecimento de energia elétrica e o número de estradas pavimentadas, além de um enorme crescimento industrial. Nada disso, entretanto, serviu para combater a pobreza, a má nutrição e as doenças endêmicas. Em 1987, no Brasil, quase 40% da população (50 milhões de pessoas) vivia em extrema pobreza. Nos dias de hoje, um terço da população ainda é mal nutrido, 9% das crianças morrem antes de completar um ano de vida e 37% do total são trabalhadores rurais sem-terras.
Enquanto o consumo diário médio de calorias no mundo desenvolvido é de 3.315 calorias por habitante, no restante do globo o consume médio é de 2.180 calorias diárias por habitante. Metade dos habitantes da Terra ingere uma quantidade de alimentos inferior às suas necessidades básicas. Cerca de um terço da população do mundo ingere 65% dos alimentos produzidos. A quarta edição do Inquérito Mundial sobre Agricultura e Alimentação, patrocinado pela ONU em 1974, concluiu: "Em termos mundiais, a quantidade de alimentos disponíveis é suficiente para proporcionar a todos uma dieta adequada".
O aumento dos preços dos alimentos fez o número de famintos no mundo crescer 40 milhões para 963 milhões de pessoas em 2008, ante o ano passado, de acordo com dados preliminares divulgados hoje pela ONU para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês). A entidade advertiu que a crise econômica mundial pode levar ainda mais pessoas a essa condição. Levando em conta dados do US Census Bureau, departamento de estatísticas do governo norte-americano, que contam a população mundial em 6,7 bilhões de pessoas, o número de famintos representa 14,3% do total.
Em 2007, no planeta havia 860 milhões de famintos; em janeiro de 2009 109 milhões mais. A metade da população africana subsahariana, por citar um exemplo dessa África crucificada, mal vive na extrema pobreza. A ladainha de violência e desgraças provocadas é interminável. No Congo há 30 mil meninos-soldados dispostos a matar e a morrer a troco de comida; 17% da floresta amazônica foram destruídos em cinco anos, entre 2000 e 2005; o gasto da América Latina e do Caribe em defesa cresceu um 91%, entre 2003 e 2008; uma dezena de empresas multinacionais controla o mercado de semente em todo o mundo. Os Objetivos do Milênio se evaporaram na retórica e em suas reuniões elitistas os países mais ricos dizem covardemente que não podem fazer mais para reverter o quadro.
“Quase cem mil mortes diárias no planeta se devem à fome. Dentre elas, 30 mil são de crianças com menos de cinco anos. Mais do que três torres gêmeas por dia que se desmoronam em silêncio, sem que ninguém chore ou construa monumentos”, declarou à swissinfo Carlos Alberto Libânio Christo, mais conhecido como Frei Betto.
Essas são algumas das estatísticas da fome que o mundo se acostumou a acompanhar de tempos em tempos. Todavia a fome segue matando de maneira endêmica em muitas regiões do globo. Um mundo livre da fome Nós, do Planeta Voluntários buscamos um mundo sem fome e desnutrição – um mundo no qual cada uma e todas as pessoas possam estar seguras de receber a comida que necessitam para estar bem nutridas e saudáveis. Nossa visão é a de um mundo que protege e trabalha para que haja assistência social e dignidade humana para todas os povos. Um mundo no qual cada criança pode crescer, aprender e florescer, e desenvolver-se como membro ativo da sociedade.
Por Marcio Demari PLANETA VOLUNTÁRIOS Porque ajudar faz bem ! http://www.planetavoluntarios.com.br
A maior Rede Social de Voluntários e ONGs do Brasil !!!
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Deixando o Ensino Católico, "aos 14 anos fui para a Escola Pública"
É surpreendente. Ainda ontem partilhava convosco toda aquela problemática das instituições católicas que muitas vezes não são veículo de anúncio do Deus presente nas nossas vidas.
Gostava de concretizar com algumas passagens de um testemunho que encontrei e que quase me fez chorar. E se não chorei foi porque não tive tempo pois as forças que deveriam ter feito os olhos chorar desviaram-se parao coração que paralisou perante precisoso testemunho.
Antes de o mostrar queria dizer só uma coisa. Reconheço que estamos a falar de realidades, épocas, pessoas, enfim... contextos diferentes. Mas o que esta mulher aqui testemunha é uma realidade que não está assim não ultrapassada. E A ÚNICA MENSAGEM QUE ADIANTO É ESTA: Nem sempre as instituições e/ou os nossos bens temporais estão totalmente ao serviço do anúncio do Evangelho. Por favor, não pensem noutras intenções porque não as há.
Gostava de concretizar com algumas passagens de um testemunho que encontrei e que quase me fez chorar. E se não chorei foi porque não tive tempo pois as forças que deveriam ter feito os olhos chorar desviaram-se parao coração que paralisou perante precisoso testemunho.
Antes de o mostrar queria dizer só uma coisa. Reconheço que estamos a falar de realidades, épocas, pessoas, enfim... contextos diferentes. Mas o que esta mulher aqui testemunha é uma realidade que não está assim não ultrapassada. E A ÚNICA MENSAGEM QUE ADIANTO É ESTA: Nem sempre as instituições e/ou os nossos bens temporais estão totalmente ao serviço do anúncio do Evangelho. Por favor, não pensem noutras intenções porque não as há.
Por Isabel Moreira,
«Fiquei a saber que o colégio que frequentei entre os 3 e os 14 anos ficou este ano no topo do ranking das escolas. Cada pessoa é um mundo. Cada pessoa tem a sua experiência. Os pais são livres, naturalmente, de escolherem a escola dos seus filhos. Mas nem sempre os filhos, quando são pequenos, bastante pequenos, contam aos pais o que os amedronta. Lembro-me da provocação do C. Hitchens ao perguntar se a religião é abuso de menores. Às vezes é. No Mira Rio onde cresci, nunca ouvi falar de um deus misericordioso, de um deus pai, nunca ouvi falar de amor. A religião foi-me essencialmente incutida por duas vias: a via dogmática, que se traduzia em muito cedo já saber declamar as provas extra-bíblicas da existência de cristo; e a via do medo, esta muito eficaz, porque o pecado, venial e mortal, nas suas consequências, se não sanados, eram ilustrados até à náusea. [...]
Aos 14 anos fui para a escola pública. Fiquei em choque durante um mês. Descobri rapazes, pobres, ateus, conflitos sociais e debate livre de ideias. Ao mesmo tempo, descobri outros católicos. Católicos que me falaram pela primeira vez em amor em vez de pecado, em perdão em vez de castigo, em fazer em vez de apenas rezar. Descobri, com esses católicos, a acção social. Descobri que há um deus de todos que a todos ama e que a todos aceita. Na verdade, um pai, que nunca, por natureza, renega um filho. Foi assim. na escola pública, no meu Rainha Dona Amélia, que não ficou no topo do ranking das escolas, que me deram a dimensão de pessoa. Mais tarde disse adeus a deus. Mas sem mágoa, porque foi de outro deus que me despedi.»
FONTE: Jugular
Pobreza na Igreja – Missão social
A dada altura chegou-me aos ouvidos a seguinte ideia: a Igreja não se deve desprender totalmente dos bens temporais pois, caso isso aconteça, ela já não poderia exercer a sua missão na ajuda aos mais necessitados.
??? Isto vêm me recordar várias questões sobre as quais eu já tinha reflectido. O que acham da afirmação??? Eu não concordo. A missão sócio-caritativa aparece como um convite porque existem bens temporais. Assim, a Igreja possuindo esses bens, é convidada a desprender-se do que tem e partilhá-lo com quem necessita.
Mas o que seria da Igreja se não tivesse nada? Já não poderia exercer a sua missão? Claro que podia. A Igreja, vivendo em pobreza quase levada ao limite, seria convidada, nesse caso, a agir tal qual as comunidades primitivas que «possuíam tudo em comum» (cf. Act 2, 45) e assim, viveriam da partilha pontual solucionando as dificuldades apresentadas pelos seus membros.
Porque é que eu levanto esta questão? É que parece que muitos cristãos vêem o trabalho social da Igreja como algo prioritário e muitas vezes constatam-se nas paróquias inúmeras instituições de solidariedade social que deixam muito a desejar na mensagem cristã presente nas instalações, nas pessoas, e nas ofertas (tanto materiais como espirituais).Constata-se ainda que às vezes inicia-se uma disputa por ver quem tem mais obra social.
Vamos então ter estas instituições só por ter? Só para dizer que a Igreja tem e faz? Não podemos esquecer que o mandato único do Senhor foi de fazer discípulos de todos os povos, baptizá-los e ensina-los a cumprir tudo o que Ele nos mandou (cf. Mt 28, 19-20). Se este não for o objectivo da criação das nossas Instituições sociais, de nada servem. Aliás, servem para desviar as nossas atenções do essencial. O Senhor ficaria muito contente pela criação destas instituições se fosse com o objectivo de levar os mais pequenos, os mais necessitados, os mais frágeis, etc. até Ele. Mas muitas vezes nós nem O deixamos entrar. Trata-se de uma instituição como qualquer outra, talvez com mais qualidade por não ser financiada pelo estado (humor!!!), com a única diferença de que é liderada por um Padre ou qualquer outro membro da Hierarquia ou da família cristã.
Quem está a ler esta postura radical da minha parte poderá levantar a seguinte questão: então se vamos acabar com as instituições todas, o que será dos pobres, dos doentes e dos dos velhinhos de quem ninguém quer saber?
Pois a quem levanta esta questão eu esclareço. As Instituições devem existir nos âmbitos paroquias, das ordens, congregações, institutos, movimentos, etc. Porquê? Porque há vontade e dinheiro para isso. Se não houvesse, não seria pecado. Mas, e mais importante, devem existir como veículos da transmissão da fé em Jesus Cristo que nos congregou em Igreja.
Por fim, adianto uma última ideia. As questões sociais e de organização da vida das pessoas nas diversas áreas (saúde, educação, etc) são uma tarefa que compete ao Estado. Nós, Igreja, muitas vezes nos comportamos do seguinte modo (é o que eu vejo): criamos nós os meios, fazemos o que o Estado não faz, e não dizemos nada como acto de revolta… pelo contrário, até ficamos contentes porque fizemos qualquer coisa. Será que estamos verdadeiramente a ser cristãos ao colaborar neste “desleixo Estatal”? Penso que não. Desde cedo, e os meu colegas teólogos que o confirmem, os Profetas começaram por agir contra a Corte Real apontando todos os podres da organização política. Nunca se viu um profeta a ver a desgraça e, vendo-a, dizer: “vou eu fazer!!!” Não… eles denunciavam. Sejamos nós também profetas neste mundo em que a união faz a força – tanto a união da “voz” (que deveria imperar) como a união do “silêncio” (que parece ser a nossa preferida)!!!
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??? Isto vêm me recordar várias questões sobre as quais eu já tinha reflectido. O que acham da afirmação??? Eu não concordo. A missão sócio-caritativa aparece como um convite porque existem bens temporais. Assim, a Igreja possuindo esses bens, é convidada a desprender-se do que tem e partilhá-lo com quem necessita.
Mas o que seria da Igreja se não tivesse nada? Já não poderia exercer a sua missão? Claro que podia. A Igreja, vivendo em pobreza quase levada ao limite, seria convidada, nesse caso, a agir tal qual as comunidades primitivas que «possuíam tudo em comum» (cf. Act 2, 45) e assim, viveriam da partilha pontual solucionando as dificuldades apresentadas pelos seus membros.
Porque é que eu levanto esta questão? É que parece que muitos cristãos vêem o trabalho social da Igreja como algo prioritário e muitas vezes constatam-se nas paróquias inúmeras instituições de solidariedade social que deixam muito a desejar na mensagem cristã presente nas instalações, nas pessoas, e nas ofertas (tanto materiais como espirituais).Constata-se ainda que às vezes inicia-se uma disputa por ver quem tem mais obra social.
Vamos então ter estas instituições só por ter? Só para dizer que a Igreja tem e faz? Não podemos esquecer que o mandato único do Senhor foi de fazer discípulos de todos os povos, baptizá-los e ensina-los a cumprir tudo o que Ele nos mandou (cf. Mt 28, 19-20). Se este não for o objectivo da criação das nossas Instituições sociais, de nada servem. Aliás, servem para desviar as nossas atenções do essencial. O Senhor ficaria muito contente pela criação destas instituições se fosse com o objectivo de levar os mais pequenos, os mais necessitados, os mais frágeis, etc. até Ele. Mas muitas vezes nós nem O deixamos entrar. Trata-se de uma instituição como qualquer outra, talvez com mais qualidade por não ser financiada pelo estado (humor!!!), com a única diferença de que é liderada por um Padre ou qualquer outro membro da Hierarquia ou da família cristã.
Quem está a ler esta postura radical da minha parte poderá levantar a seguinte questão: então se vamos acabar com as instituições todas, o que será dos pobres, dos doentes e dos dos velhinhos de quem ninguém quer saber?
Pois a quem levanta esta questão eu esclareço. As Instituições devem existir nos âmbitos paroquias, das ordens, congregações, institutos, movimentos, etc. Porquê? Porque há vontade e dinheiro para isso. Se não houvesse, não seria pecado. Mas, e mais importante, devem existir como veículos da transmissão da fé em Jesus Cristo que nos congregou em Igreja.
Por fim, adianto uma última ideia. As questões sociais e de organização da vida das pessoas nas diversas áreas (saúde, educação, etc) são uma tarefa que compete ao Estado. Nós, Igreja, muitas vezes nos comportamos do seguinte modo (é o que eu vejo): criamos nós os meios, fazemos o que o Estado não faz, e não dizemos nada como acto de revolta… pelo contrário, até ficamos contentes porque fizemos qualquer coisa. Será que estamos verdadeiramente a ser cristãos ao colaborar neste “desleixo Estatal”? Penso que não. Desde cedo, e os meu colegas teólogos que o confirmem, os Profetas começaram por agir contra a Corte Real apontando todos os podres da organização política. Nunca se viu um profeta a ver a desgraça e, vendo-a, dizer: “vou eu fazer!!!” Não… eles denunciavam. Sejamos nós também profetas neste mundo em que a união faz a força – tanto a união da “voz” (que deveria imperar) como a união do “silêncio” (que parece ser a nossa preferida)!!!
Eucaristia: A posição das mãos
Para uma celebração devota é importante dar atenção à linguagem das mãos. [...]
Realizando a acção com a assembleia tanto junto à cadeira como ao altar, ele permanece com as palamas das mãos juntas sobre o peito. É o caso da procissão de entrada, o canto do Kyrie, do Glória, do Credo e do Santo (cf. CB, n. 107).
Quando beija o altar ou faz genuflexão ao altar, segundo a tradição, ele apoia as mãos com as palmas abertas sobre o altar.
Quando, ao altar, uma mão estiver ocupada com uma acção sobre o altar, a outra apoia-se espalmada sobre ele, por exemplo, ao virar a página do Missal ou ao cobrir ou descobrir o cálice, ao traçar o sinal-da-cruz sobre o pão e vinho, ou ainda ao compor o cálice após a Comunhão (cf. CB, n. 108). Convém que, ao cobrir ou descobrir o cálice com a pala, apoie a base do cálice com a mão esquerda, para não correr o risco de derrubar o cálice.
Quando beija o altar ou faz genuflexão ao altar, segundo a tradição, ele apoia as mãos com as palmas abertas sobre o altar.
Quando, ao altar, uma mão estiver ocupada com uma acção sobre o altar, a outra apoia-se espalmada sobre ele, por exemplo, ao virar a página do Missal ou ao cobrir ou descobrir o cálice, ao traçar o sinal-da-cruz sobre o pão e vinho, ou ainda ao compor o cálice após a Comunhão (cf. CB, n. 108). Convém que, ao cobrir ou descobrir o cálice com a pala, apoie a base do cálice com a mão esquerda, para não correr o risco de derrubar o cálice.
Quando o sacerdote faz o sinal-da-cruz sobre si ou dá a bênção, ele coloca a mão esquerda sobre o peito (cf. CB, n. 108).
As orações presidenciais ele proclama com os braços esendidos (CB, n. 104).
Nas orações individuais junto ao altar com inclinação do ~orpo, o sacerdote, segundo a tradição, apoia as mãos juntas sobre o altar, ou seja, apoiando as pontas dos dedos até o dedo anelar inclusive sobre o altar.
A absolvição geral do Ato Penitencial é invocativa, onde o sacerdote se inclui. Por isso, não comporta gesto de imposição das mãos e muito menos o sinal-da-cruz. O sacerdote pronuncia-a de mãos juntas. [...]
Na epiclese, invocando o Espírito Santo sobre os dons, após a imposição das mãos, o sacerdote traça apenas um sinal-da-cruz sobre o cálice e a patena e não dois, como já tenho observado.
Não se prevê que o sacerdote faça um gesto de abrir as mão ao mostrar o Corpo e o Sangue de Cristo presentes sobre o altar na exclamação: Mistério da fé! No cânon romano, antes da reforma, esta aclamação estava inserida na própria narração da instituição, na consagração do Cálice. Trata-se de uma exclamação do sacerdote, exclamação que se dirige a Deus, diante do mistério da fé, a Eucaristia; mistério da fé, porque inclui e expressa toda a nossa fé'". No fundo, a exclamação se volta para Deus e não é gesto indicativo. Por isso, a nossa tradução portuguesa deixa a desejar. Melhor seria simplesmente: Mistério da fé! sem o "Eis".
Cf. BECKGAUSER, Alberto - Celebrar Bem
Próxima partilha: sobre o Acto Penitêncial
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SACERDOTE DO MÊS: Beato Francisco Palau
Nasceu em Espanha, Catalunha no dia 29 de Dezembro de 1811, dia em que também foi batizado. Sua família era pobre, porém, muito cristã e piedosa.Foi Crismado em 11 de Abril de 1817 e aos 17 anos, ocasião em que ingressou no Seminário diocesano de Lérida, onde cursou por quatro anos os estudos de filosofia e teologia. Ali permaneceu até o ano de 1832, quando optou em ingressar para o Convento dos Padres Carmelitas de Barcelona. Assume o postulantado no dia 23 de outubro e, no dia 15 de novembro do ano seguinte (1833), faz a sua profissão religiosa como Carmelita Descalço. Foi ordenado Diácono em 1834 e, dois anos depois, ordenado sacerdote na catedral de Barbastro, por D. Diego Fort Puig, bispo da Diocese.
A espiritualidade e personalidade do padre Palau se caracteriza por intensas lutas, largas e penosas buscas de pacificação durante quase toda a sua vida. Empenha-se pela paz entre os homens, que na época se debatiam em lutas fraticidas; pregou a verdade, para desterrar a ignorância, causa de tantos desmandos; a liberdade, numa Espanha que, dizendo-se "liberal", perseguia implacavelmente a Igreja. Foi como carmelita e sacerdote que não só trabalhou, mas comprometeu-se radicalmente na busca de solução dos problemas de seu tempo, o que resultou-lhe sérias perseguições. Em conseqüência de suas opiniões religiosas e políticas, foi perseguido e exilado.
Durante uma pregação, na novena das almas em Cidadela, recebe uma especial inspiração sobre o Mistério da Igreja. À raiz de diversas experiências espirituais de que foi agraciado, surgem os primeiros planos fundacionais que logram estabilidade e continuidade, apoiados pela autoridade eclesiástica da Diocese de Menorca.
Foi em 1860, em Balaers, que fundou duas congregações religiosas: As Irmãs Carmelitas Missionárias e Irmãs Carmelitas Missionárias Teresianas, que encarnam seu espírito e fazem com que São Francisco Palau traga vivo hoje, para nós, seus ideais em suas filhas carmelitanas.
Era um homem totalmente entregue ao apostolado e à oração. Era dotado por Deus com dons da profecia e dos milagres e, por isto, teve de suportar várias denúncias e processos pelas numerosas curas que fazia sem ser médico.
Seu combate resoluto pela causa de Deus e da Igreja, faz lembrar a do profeta Elias, patrono da família carmelitana. Possuía um particular discernimento do papel desempenhado pelo demônio no mundo, e empenhou-se para que a Igreja ampliasse o uso do exorcismo como arma espiritual adequada às necessidades dos fiéis. Em diversas ocasiões praticou exorcismos, todas as vezes com pleno êxito. Inclusive, no ano de 1866, viajou para Roma e para lá retornou novamente ano de 1870, quando apresentou pessoalmente ao Papa e aos Padres do Concílio Vaticano I, suas questões relativas aos temas que tratavam de questões sobre a prática do exorcismo.
Buscou intensamente a solidão, mas também se lançou à muitas ações, através de diferentes meios para servir aos irmãos, com os meios que o Céu lhe sugeriu: A pregação, a catequese organizada, os exorcismos e a difusão do Evangelho e da divulgação da sã doutrina como escritor e periodista. Os apostolados mais variados, encontraram sua unidade nos ideais que mais lhe moveram: Amar e servir à Igreja, aos pobres, enfermos, crianças, jovens, às famílias, aos espiritualmente dominados pelo poder das trevas.
Foi em 1860, em Balaers, que fundou duas congregações religiosas: As Irmãs Carmelitas Missionárias e Irmãs Carmelitas Missionárias Teresianas, que encarnam seu espírito e fazem com que São Francisco Palau traga vivo hoje, para nós, seus ideais em suas filhas carmelitanas.
Era um homem totalmente entregue ao apostolado e à oração. Era dotado por Deus com dons da profecia e dos milagres e, por isto, teve de suportar várias denúncias e processos pelas numerosas curas que fazia sem ser médico.
Seu combate resoluto pela causa de Deus e da Igreja, faz lembrar a do profeta Elias, patrono da família carmelitana. Possuía um particular discernimento do papel desempenhado pelo demônio no mundo, e empenhou-se para que a Igreja ampliasse o uso do exorcismo como arma espiritual adequada às necessidades dos fiéis. Em diversas ocasiões praticou exorcismos, todas as vezes com pleno êxito. Inclusive, no ano de 1866, viajou para Roma e para lá retornou novamente ano de 1870, quando apresentou pessoalmente ao Papa e aos Padres do Concílio Vaticano I, suas questões relativas aos temas que tratavam de questões sobre a prática do exorcismo.
Buscou intensamente a solidão, mas também se lançou à muitas ações, através de diferentes meios para servir aos irmãos, com os meios que o Céu lhe sugeriu: A pregação, a catequese organizada, os exorcismos e a difusão do Evangelho e da divulgação da sã doutrina como escritor e periodista. Os apostolados mais variados, encontraram sua unidade nos ideais que mais lhe moveram: Amar e servir à Igreja, aos pobres, enfermos, crianças, jovens, às famílias, aos espiritualmente dominados pelo poder das trevas.
Sua espiritualidade, refletida plenamente nas Congregações que fundou, assim sintetizou:
- Que estejamos sempre dispostos a seguir Cristo, ainda que nos custe.
- Que nos entreguemos com valentia e generosidade ao serviço dos irmãos.
- Que a solidão, a oração e o sacrifício, sejam a fonte do nosso apostolado.
- Que o amor a Cristo, a Maria e à Igreja, polarizem nossa vida.
Francisco Palau morreu em 20 de março de 1872, aos 62 anos de idade. Foi beatificado no dia 24 de abril de 1988 pelo Papa João Paulo II.
Oração
Ó Deus, que por meio de teu Espírito, enriqueceste o Beato Francisco, presbítero, com o dom insigne da oração e da caridade apostólica; concedei-nos por sua intercessão, que a amada Igreja de Cristo, resplandecente com a beleza de Maria, a Virgem Mãe, seja mais eficaz no sacramento universal da salvação. Amén
Na vida atento a todos...
Olá irmãos e irmãs…
Já sei que alguns devem estar fulos comigo e sem perceber quando é que o blog desenvolve. Mas isto, na verdade, depende dos momentos da vida. Há 2 semanas que tenho andado com mais trabalho do que o normal e não me é possível vir cá.
Mas quero que saibam que tenho estado atento ao que se passa e que confio na vossa curiosidade intelectual para procurarem aprofundar um pouco aquilo que abala o nosso ser.
Olhem, ultimamente tem-se falado muito daquele senhor velhinho escondido em Espanha… sabem uma coisa??? O melhor é não falar…
Qual a melhor razão, para nós cristãos, para dar tanta importância a um velhote que ainda não descobriu as belezas do criador??? Talvez rezar por ele… ele não nos pode deixar (e não falará muito) sem privar com o Amor daquEle que nos criou e deu a vida. Assim, não precisam de lhe dar dinheiro com a compra do livro, por duas razões. Se querem saber mais sobre a Bíblia, leiam a Bíblia porque ele sabe pouco. Se querem dar-lhe dinheiro comprem o livro… mas desde já digo que ele não precisa.
CONCLUSÃO… rezemos por ele.
Depois, quero dizer que o Senhor tem sido muito bom para comigo. Tem-me ajudado muito e nós que tantas vezes não lhe agradecemos… Notem que Ele também em vocês… Em cada um de vocês está o Deus que eu amo. E preciso de vos amar a todos para que eu possa estar unido a ele plenamente… uma postagem beatífica (feliz) porque o sou. Beijos
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Já sei que alguns devem estar fulos comigo e sem perceber quando é que o blog desenvolve. Mas isto, na verdade, depende dos momentos da vida. Há 2 semanas que tenho andado com mais trabalho do que o normal e não me é possível vir cá.
Mas quero que saibam que tenho estado atento ao que se passa e que confio na vossa curiosidade intelectual para procurarem aprofundar um pouco aquilo que abala o nosso ser.
Olhem, ultimamente tem-se falado muito daquele senhor velhinho escondido em Espanha… sabem uma coisa??? O melhor é não falar…
Qual a melhor razão, para nós cristãos, para dar tanta importância a um velhote que ainda não descobriu as belezas do criador??? Talvez rezar por ele… ele não nos pode deixar (e não falará muito) sem privar com o Amor daquEle que nos criou e deu a vida. Assim, não precisam de lhe dar dinheiro com a compra do livro, por duas razões. Se querem saber mais sobre a Bíblia, leiam a Bíblia porque ele sabe pouco. Se querem dar-lhe dinheiro comprem o livro… mas desde já digo que ele não precisa.
CONCLUSÃO… rezemos por ele.
Depois, quero dizer que o Senhor tem sido muito bom para comigo. Tem-me ajudado muito e nós que tantas vezes não lhe agradecemos… Notem que Ele também em vocês… Em cada um de vocês está o Deus que eu amo. E preciso de vos amar a todos para que eu possa estar unido a ele plenamente… uma postagem beatífica (feliz) porque o sou. Beijos
EUCARISTIA: O Evangeliário
Quem leva o evangeliário, livro distinto do lecionário, que já se encontra no ambão, não faz nenhuma reverência, pois apresenta o próprio Senhor presente nas Escrituras. Pensando bem no sentido do rito, não é a assembléia que recebe a Palavra, mas a Palavra, Cristo, é que convoca, recebe e constitui a assembléia celebrante. O evangeliário é depositado sobre o altar, bem no centro, onde serão colocados, depois, os dons para o Sacrifício e a Ceia do Senhor. Se o rito da entronização do evangeliário for devidamente valorizado, não tem sentido receber depois a Palavra de Deus, em rito introduzido, indevidamente, porque se tem a impressão de que ainda não se descobrira o sentido da entrada solene do evangeliário. Além disso, ainda eram usado os folhetos. Hoje, não. Cada igreja deveria ter os lecionários e o evangeliário entre os livros litúrgicos. As comunidades que não possuem ou ainda não possuem o evangeliário, podem usar dois lecionários, um que já está no ambão, do qual se fazem a leituras, e outro, que será levado em procissão da entrada e será colocado sobre o altar para a procissão até o ambão na hora da Proclamação do Evangelho. São, então, dois lecionários. Não é o ideal, mas ajuda a viver a autenticidade do rito.
BECKGAUSER, Alberto - Celebrar Bem
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EUCARISTIA: Reverências - Genuflexão e inclinação do corpo
"Chegando junto ao altar o sacerdote faz genuflexão ou inclinação profunda.
A genuflexão é feita se o sacrário estiver dentro do presbitério; e a inclinação profunda ao altar é feita se não houver sacrário dentro do presbitério (cf. IGMR 49). Os ministros que não levam nada na mão seguem o modo de agir do celebrante; os que levam algo na mão não fazem nem genuflexão nem inclinação profunda, mas apenas inclinação da cabeça.
Quando o sacrário estiver numa capela lateral da igreja, a procissão de entrada segue directamente até ao altar."
BECKGAUSER, Alberto - Celebrar Bem
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Eucaristia: Entrada
“O Sacerdote celebrante prossegue com as palmas das mãos juntas. O mesmo serve para os ministros que não levam nada nas mãos (cf. CB 107). Trata-se de um andar significativo que faz memória do homem viajante, da Igreja a caminho da casa do Pai. A língua alemã faz uma distinção entre o gehen (ir) e o schreitein (andar, caminhar, prosseguir como em procissão, em passo compassado ou ritmado como em cortejo). Então, não existe canto para receber o celebrante, mas um canto que acompanha e dá sentido à procissão de entrada dos ministros, procissão na qual toda a assembleia se põe em marcha para o altar, para Cristo, para o encontro com o sagrado.
Houve muitas vezes a queixa de que a Liturgia romana é muito seca e fria. Isso não é verdade, quando se entende que a Liturgia é sempre dinâmica, que não se restringe à palavra discursiva. Liturgia é movimento ritual, um permanente fluxo, expresso belamente no andar.
Afirma-se também que o homem de hoje é, sobretudo, visual, comunica-se através de imagens. É verdade. Mas, por outro lado, vivemos neste tempo de modernidade tardia uma tirania da imagem, que acaba matando o símbolo, a memória, a fantasia, o próprio pensamento e a profundidade do mistério. O visual na Liturgia deve elevar-se ao nível do símbolo. Imagens que se tornem ícones, símbolos, linguagem do mistério. Este aspecto da linguagem visual encontra-se bem expresso na procissão de entrada. Importa viver o seu significado, o mistério que contém, revela e comunica. […]
Consideremos, pois, uma entrada solene com todos os elementos indicados: incenso fumegando, cruz processional, velas acesas, evangeliário, acólitos, leitores, diácono que acompanha o celebrante… Eis o povo de Deus em marcha rumo ao altar, ao Santo dos Santos, à Jerusalém celeste. Transparece a atmosfera do religioso, do sagrado, da oração.
O rito de entrada, partindo da porta da igreja, poderia ser muito mais valorizado. O problema está na lei do menor esforço, pois tal participação nos ritos de entrada exige acurada preparação das várias funções, particularmente, dos acólitos. […]
É importante também iniciar bem a celebração. O comentarista poderá, antes do cântico de entrada, saudar espontaneamente os presentes, dar-lhes as boas vindas. Não é, contudo, função do sacerdote presidente saudar o povo, por exemplo, com um bom-dia. A Missa inicia em nome da Santíssima trindade com o sinal-da-Cruz, e a saudação trinitária que lança os fiéis no mistério da Santíssima Trindade. Em seguida, sim, o sacerdote pode motivar a celebração, inclusive dando as boas-vindas, acolhendo as pessoas, lembrando os motivos da celebração, acontecimentos pascais diversos da comunidade reunida. O bom-dia insere-se no tempo cronológico, a saudação litúrgico lança no mistério da salvação, no tempo cairológico, que engloba todo o tempo, o tempo da salvação.”
BECKGAUSER, Alberto - Celebrar Bem
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SACERDOTE DO MÊS: Beato Apolinário de Posat
O Beato Apolinário Morel nasceu no dia 12 de Junho de 1739 em Prez-Vers-Noréaz, junto a Friburgo, filho de pais suiços, oriundos de Posat. No Baptismo recebeu o nome de João Tiago Morel.Passou os primeiros anos da sua juventude no Colégio dos Jesuítas, fundado por São Pedro Canísio, em Friburgo. Notabilizou-se pela sua inteligência, pelo bom rendimento dos seus estudos e pelo seu fervor religioso.
Quando tinha 23 anos entrou no noviciado dos Capuchinhos em Zug, no dia 26 de Setembro de 1762, recebendo, então, o nome de Frei Apolinário de Posat, terra de origem do seu pai.
Foi ordenado sacerdote no dia 22 de Setembro de 1764. Dedicou-se ao apostolado típico dos Capuchinhos ajudando o clero na paróquias e pregando missões populares. A sua pregação era de muita eficácia no meio do povo, sobretudo, entre os jovens, motivo pelo qual teve muito que sofrer da parte dos inimigos da fé. As suas virtudes, e particularmente a sua rectidão de intenção em todas as suas actividades pastorais, na instrução catequética e no confessionário, manifestaram-se muito especialmente nas provações dolorosas que lhe foram provocadas com calúnias e incompreensões.
Ensinou Filosofia e Teologia; foi Guardião em alguns Conventos, Prefeito de estudos no Colégio de Stans e Director dos estudantes de Teologia em Friburgo.
Deparando-se com uma ocasião propícia, em 1788, pediu para ir como missionário para a Síria. Porém, antes de o fazer, teve que ir para Paris a fim de estudar línguas orientais numa escola com esta especialidade.
Na capital francesa, dedicando-se à assistência espiritual de muitos alemães que ali viviam, foi acusado, junto dos Superiores e dos seus compatriotas, de ter assinado o Juramento imposto ao clero pela Assembleia Nacional. Frei Apolinário defendeu-se escrevendo na Imprensa em 1971. Não contente com isso, para retirar todo e qualquer equívoco, apresentou-se aos Comissários da revolução e declarou que não tinha assinado qualquer juramento e pretendia permanecer fiel à Igreja Católica e à Santa Sé.
Foi preso naquele mesmo momento e em 1972 foi levado para o Convento dos Carmelitas, transformado em cadeia onde se encontravam também bispos e outros sacerdotes condenados à morte, num total de 160. Durante os dias da sua prisão, Frei Apolinário converteu-se em anunciador de expectativa feliz, em coerência com os seus sentimentos expressos na carta que escreveu a um dos seus Superiores: Como homem eu tremo, como religioso alegro-me, como pastor estou exultante. Abraço a todos os meus inimigos, perdoo-lhes e amo-os como os meus maiores benfeitores. Bem depressa a França, banhada no sangue de tantos mártires, verá reflorescer a religião na sua terra.
Naquela prisão, foi executado com mais 180 companheiros, a 2 de Setembro de 1792, tendo sido trucidado barbaramente. Tinha 53 anos de idade. Antes da sua execução, escreveu ainda uma carta a um amigo, de nome Jan, a quem revelou o íntimo do seu espírito, exultando pela certeza de ser imolado por Cristo. No seu martírio via o desígnio de Deus para a sua vida e, perseguido, entoa o Aleluia pascal que iria cantar para sempre no Céu.
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